CAMINHADA MUNDIAL DA PAZ - A SINERGIA DA PAZ

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Um minuto pela cultura de paz! (I)
22/08/2009

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Diário da Manhã
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Já tem algum tempo que essa ideia “um minuto de/pela paz” persiste como possibilidade de sensibilização, mobilização e engajamento na cultura de paz. Quando Batista Custódio convidou-me a escrever, com o coração, no Diário da Manhã, pensei: “Eis uma possibilidade de materializar esse projeto. Eis a chance de expor a minha opinião sobre esse assunto.”

Então, hoje, vamos conversar sobre a cultura de paz; hoje, vamos conversar sobre a necessidade de termos paz interior, a fim de gerenciar o exterior. Hoje não queremos conversar sobre os índices de violência, sobre as injustiças que abatem tantas e tantas pessoas de diferentes localidades. Hoje não queremos conversar sobre as crises, os conflitos e os adoecimentos. Hoje queremos conversar sobre a necessidade de um minuto de/pela paz.

O que isso vai mudar na sua realidade, na realidade do seu vizinho, na realidade mundial ou na minha realidade? Acredito que seja a possibilidade de acessarmos outro nível de percepção e outro nível de realidade e fazermos outras escolhas. Como assim?

Bem, poderia conversar com você sobre a física quântica, a mecânica quântica e as últimas descobertas científicas e o impacto dessas evidências na lógica de perceber e estar no mundo. Mas indicarei alguns autores já traduzidos para o português, como, por exemplo, Fritjof Capra, Amit Goswami e Deepak Chopra só para nos divertirmos um pouco com uma leitura extremamente agradável e muito esclarecedora sobre esse outro nível de realidade e de percepção. Mas aqui não estarei refletindo sobre esses autores e as suas vastas literaturas e sobre as interfaces com a cultura de paz. Aqui estou propondo conversarmos sobre a necessidade de um minuto de/pela paz.

Participei recentemente, 13/8/2009, representando a URI Goiás, de uma audiência pública sobre a criação do Conselho Parlamentar de Cultura de Paz, na Câmara Municipal de Goiânia, promovida pela vereadora Cidinha Siqueira, presidenta da Comissão de Direitos Humanos. A palestrante, Lucia Benfatti, representando o Conselho Parlamentar de Cultura de Paz de São Paulo – Conpaz/SP e a Palas Athena, ministrou uma conferência em que contextualizou-nos sobre a história, os pilares, os eixos, os fundamentos e a promoção da cultura de paz. Alertou-nos sobre a necessidade de manifestarmos a paz no nosso dia-a-dia: “É preciso ter uma pró-atividade, sermos pró-ativos, o bem precisa concretizar-se em ações e nos detalhes. Precisamos ser protagonistas, pois o silêncio e a omissão provocam violências. Cada um é um legítimo ator da vida. Construir valores centrais na cooperação, na solidariedade, na ajuda mútua. Paz na mente dos seres humanos. A metodologia da cultura de paz está baseada nas técnicas do diálogo, mediação de conflito e na comunicação não-violenta.”

Mas como aplicar essas ideias no nosso dia-a-dia e nas instituições a que somos vinculadas e vinculados? Como mudar a realidade baseada num modelo de cultura de violência e seus desdobramentos e manifestarmos o modelo e desdobramento da cultura de paz? Como mudar padrões de crenças, atitudes e pensamentos negativos e violentos e acessarmos outros níveis de realidade e de percepções de cultura de paz?

Poderíamos refletir sobre a possibilidade de em um minuto termos e manifestarmos a cultura de paz nas nossas relações internas ou externas, como, por exemplo, comigo mesma, no trabalho, na comunidade religiosa, na família, no lazer, no trânsito, em todas as dimensões da nossa vida.

Quem sabe na hora que esteja acontecendo alguma manifestação da cultura de violência, como a intolerância, a raiva, o ressentimento, o centralismo, o autoritarismo, a injustiça, o desamor, a omissão, a negligência, a apatia, a desmotivação, a negatividade, a subserviência, a vontade acima de tudo e de todos, a agressividade verbal, de pensamento, de ação, de atitude, de gesto e a maldade possamos ter a possibilidade de praticar um minuto pela paz, um minuto de paz.

O que será que aconteceria a partir dessa prática, um minuto de/pela cultura de paz? Será que a realidade continuaria sendo a mesma de cultura de violência ou ocorreria alguma mudança de nível de percepção? Será que haveria alguma mudança ou transformação nos relacionamentos seja pessoal, social ou ambiental? Quais seriam as manifestações de cultura de paz numa realidade distorcida pela violência?

Nessa primeira parte da nossa conversa sobre um minuto pela paz, um minuto de paz, apresentei a você, leitora e leitor, uma proposta. Convido você a pensar sobre esse assunto ou quem sabe você já esteja praticando “um minuto pela paz, um minuto de paz” no seu cotidiano.

Vamos continuar em outros momentos essa conversa/reflexão através de outro artigo. Você, caso queira, encaminhe correspondência com a sua opinião e vamos manter um diálogo “virtual”. Eu estarei respondendo às suas provocações, contribuições, dúvidas, sugestões ou críticas.

Aproveito agora esse espaço para convidar, também, você a estar conosco na Caminhada Mundial da Paz no dia 04/09/2009, saída da Praça Cívica. Vamos, caminhantes da paz, manifestar essa grande sinergia contínua, permanente, engajada, mobilizadora e de ação para e pela cultura de paz? Essa será uma oportunidade de Manifestação da Paz no II Festival Mundial da Paz. Acesse o blog: http://caminhadamundialdapaz.ning.com e o site www.festivalmundialdapaz.org.br.

Obrigado pelo seu tempo de leitura e de reflexão! Paz e bem a todas e a todos, até outro momento.



Genivalda Araujo Cravo dos Santos é aignatária da URI Goiás; doutoranda e mestre em Ciências da Religião pela UCG/GO (genivaldacravo@gmail.com), (opinião@dm.com.br)

http://www.dm.com.br/materias/show/t/um_minuto_pela_cultura_de_paz_i_

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Um minuto pela cultura de paz! (II)
29/08/2009


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Diário da Manhã
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“Inspirar-se

Inspiração

Cultura de paz

Que bicho é esse que tantos querem e poucos alcançam

Que bicho é esse que todos falam, mas poucos praticam

Que bicho é esse que é tão necessário e faz falta pra gente

Cultura de Paz

Um caminho trilhado sozinho

Emanado com o relacional

Mas caminhado sozinho sem estar só

Cultura de Paz

Que tanto pede a sua atenção no trânsito, no lazer, na família, nas relações entre países, entre inimigos

Cultura de Paz que ressoa em seus ouvidos

Paz, Paz, Paz

Eu Sou a Paz

(autoria: Genivalda & Convidad@s)



Assunto delicado a cultura de paz. Ao mesmo tempo tão desejada e tão cobiçada, mas pouco praticada. Será que essas frases contêm a verdade sobre a cultura de paz, ou estamos diante de padrões de crenças introjetados de forma subliminar em nossas mentes e pensamentos? Será que as entrelinhas das frases sobre cultura de paz querem dizer algo utópico e sonhador, algo inalcançável? A cultura de paz é algo impossível nos tempos de hoje?

Nesse momento reverencio alguns ícones da cultura de paz, como, por exemplo, Jesus Cristo, Nelson Mandela, Chico Xavier, Martin Luther King, Madre Tereza de Calcutá, São Francisco de Assis, Buda, Betinho, Anônimos, Pierre Weil, Chico Mendes, as pessoas premiadas no Prêmio Nobel da Paz e tantos outros e outras.

Participei de entrevista representando a URI Goiás, junto com a Jacqueline representando a Associação Sol, no Programa Encontro Fraterno: o espiritismo na sua TV sobre cultura de paz. Chamaram-me atenção as perguntas do apresentador Gabriel Duarte e as provocações referentes ao tema.

As provocações do apresentador giraram em torno de como a gente pode conseguir paz numa cultura de violência, quais as dicas ou pistas para driblar as consequências da cultura de violência em nossa vida. Para isso, ele perguntou sobre a paciência, a passividade, a família, a educação. Bom, aqui não vou comentar todo o conteúdo da entrevista, pois vocês poderão assistir no domingo, 30/08, às 19 horas no canal 12 da NET Goiânia ou TV CEI – www.tvcei.com.

Destacarei, entre os diversos pontos comentados na entrevista, a educação. Tema que considero delicado, polêmico, complexo e ao mesmo tempo pode ser mágico, simples e até poético, como o poema em epígrafe.

Quero neste instante refletir com vocês, leitoras e leitores, sobre a cultura de violência na educação, afinal, é consenso que a educação é a base de uma nação. Sendo isso um consenso entre gregos e troianos, o que está acontecendo com a educação pública no mundo, no Brasil e no seu município? Você já parou para observar o quanto os trabalhadores e trabalhadoras em educação estão adoecidos e adoecidas, ou você nunca parou para pensar nisso? Algo paira no ar, e não é de agora, e a situação é grave.

Estamos mexendo numa colmeia (a Educação); dependendo da habilidade, poderemos apreciar o mel e a própolis e não matar as abelhas (mas isso é poético). Será que a realidade também é poética? Por que o nível de adoecimento entre os profissionais que trabalham na Educação está elevado? O que está acontecendo na Educação?

Os índices sobre síndrome de burnout na Educação são alarmantes; um estresse laboral dos mais agressivos. O desconforto é físico, mental, emocional, espiritual, com desdobramentos gravíssimos em todas as dimensões do ser humano. Uma doença silenciosa que corrói o sentido e o significado de vida no trabalho e no ser. Segundo pesquisas desenvolvidas por Wanderley Codo, em 1999, evidenciadas no livro Educação Carinho e Trabalho, o caso no Brasil já virou epidemia. Em 2004, eu defendi dissertação de mestrado sobre as pessoas que trabalham na Educação, adoecidas com o estresse, burnout e depressão, e a busca por tratamento espiritual no espiritismo. Um dos resultados da pesquisa evidenciados foi o quanto a Educação é uma profissão perigosa e que a maioria das pessoas entrevistadas desconhecia essa doença.

Mas o que isso tem a ver com cultura de paz? Tem tudo a ver, pois a síndrome de burnout evidencia que o desdobramento do modelo de cultura de violência ainda impera no sistema educacional. Acredito que uma das possibilidades de cura da síndrome de burnout no mundo do trabalho está na mudança de paradigma da cultura de violência para o paradigma de cultura de paz. Aqui, nesse momento, não poderei aprofundar tal afirmação. Quem sabe o Programa da Unesco para a década da cultura de paz possa apontar algumas saídas para a Educação e para a cura da síndrome de burnout. Destaco esse parágrafo do documento:

“Tolerância, democracia e direitos humanos – em outras palavras, a observância desses direitos e o respeito pelo próximo – são os valores “sagrados” que a Unesco tem promovido e sustentado, e dos quais pretende, agora, reafirmar as características valiosas, sem perder de vista a especificidade histórica de cada sociedade. Ao proclamar o ano 2000, o Ano Internacional da Cultura de Paz e o período de 2001 a 2010 como a “Década Internacional por uma Cultura de Paz e Não-Violência para as Crianças do Mundo”, a Assembleia Geral das Nações Unidas demonstrou total conformidade com essa prioridade da Unesco” (Programa da Unesco para Década da Cultura de Paz 2001-2010).

Os direitos humanos, universais, ainda não são praticados e implantados em todos os seus artigos e para todas as pessoas no planeta terra. O respeito à vida, esteja ela em qualquer forma, ainda necessita de atenção especial. O respeito ao próximo é um aprendizado constante. A cultura de paz é uma possibilidade que dependerá de mim, de você e de nós. A cultura de paz é um convite individual e coletivo que dependerá das escolhas que fizermos.

Cultura de paz, que bicho é esse que tanto pede a nossa atenção, carinho, reflexão, mudança e transformação? Seja nas relações ou nos relacionamentos conosco mesmos, com o outro, no trânsito, no futebol, na rua, no trabalho, na família, na igreja, no lazer, na política, na economia, na ecologia, nos meios de comunicação de massa, na vida, na realidade cotidiana. Um desafio constante, uma proposta de reflexão, um convite para cada um de nós estarmos exercitando essa possibilidade chamada um minuto de cultura de paz, um minuto pela cultura de paz!



Genivalda Araujo Cravo dos Santos é signatária da URI Goiás, doutoranda e mestre em Ciências da Religião pela UCG-GO

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Um minuto pela cultura de paz! (III)
08/09/2009

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“Acultura de paz está intrinsecamente relacionada à prevenção e à resolução não violenta dos conflitos; é uma cultura baseada num conjunto de valores e compromissos. Além disso, a cultura de paz procura resolver os problemas por meio do diálogo, da negociação e da mediação, de forma a tornar a guerra e a violência inviáveis e deve ser entendida como um processo, uma prática cotidiana que exige o envolvimento de todos: cidadãos, famílias, comunidades, sociedades e países” (Fonte: Unesco).

A semana da pátria coincide com a Semana de Cultura de Paz, aqui em Goiânia. Só para mencionar algumas das atividades: 01 a 02/09, a peça teatral Gandhi, o líder servidor, com João Signorelli, promoção da A.SOL; 03/09, Oração e Meditação a Meia Noite pela Paz, no Bosque dos Buritis, com a celebração do fogo sagrado por Kaká Werá, promoção Comitê Espiritualidade e Paz/Rede Unipaz; 04/09, Caminhada Mundial da Paz, II Festival Mundial da Paz, URI Goiás, Comunidade Bahaí, Banda Sentido Contrário, Unipaz Goiás, Goiânia Fashion Wee pela Paz, A.SOL, GT da Paz da Prefeitura de Goiânia, com patrocínio do Sesc, Fieg e Kelps e apoio do governo do Estado de Goiás, Prefeitura de Goiânia e Acieg; 04 a 07/09, II Festival Mundial da Paz e XI Congresso Holístico Internacional da Rede Unipaz, no Centro de Convenções, promoção da Rede Unipaz, governo do Estado de Goiás e Prefeitura de Goiânia.

São energias de paz, são sinergias de amor, pensamentos positivos para que a paz prevaleça no mundo, começando primeiramente por mim, por você, por ele, ela, nós. São oportunidades de revermos conceitos, padrões de crença, atitudes, valores, pensamentos e uma possibilidade de convite para estarmos praticando nem que seja uma das formas de manifestação da cultura de paz em nosso cotidiano. A saber:

– O respeito a todos os direitos individuais e humanos;

– A promoção e vivência do respeito à vida e à dignidade de cada pessoa sem discriminação ou preconceito;

– A rejeição a qualquer forma de violência;

– O respeito à liberdade de expressão e à diversidade cultural por meio do diálogo e da compreensão e do exercício do pluralismo;

– A prática do consumo responsável respeitando-se todas as formas de vida do planeta;

– A tolerância e a solidariedade;

– O empenho na prevenção de conflitos resolvendo-os em suas fontes – que englobam novas ameaças não-militares para a paz e para a segurança como exclusão, pobreza extrema e degradação ambiental (Fonte: Unesco).

Esse movimento já vem ocorrendo desde o ano 2000, Ano Internacional da Cultura de Paz, promovido pela ONU e Unesco, aqui nesse texto não faremos memória aos eventos e fatos históricos referentes aos séculos passados. Fiquemos somente com o apagar das luzes do século 20 e a primeira década do século 21.

Assim, vamos perceber que muito temos ainda a fazer. Muito temos ainda a rever, a propor, a realizar, seja comigo mesmo, nas instituições, organizações, nas famílias, nas religiões, na sociedade, na cultura, na educação, nos meios de comunicação, na política, na economia, nas políticas publicas e gestão publica. Temos muito ainda a realizar. A responsabilidade cabe a cada um de nós. Se cada um de nós fizer a sua parte, acredito que o todo tem possibilidade de mudar e transformar. As pessoas que estão na função de autoridades no poder público sejam no executivo, legislativo, judiciário e as pessoas que são lideranças nas diversas instâncias sociais, culturais, econômicas, religiosas e educacionais tem um papel fundamental para implantação, manifestação e materialização da cultura de paz no nosso município, estado, país e planeta. Mas você e eu, também, somos responsáveis por essas mudanças.

O planeta terra, nossa casa, é abençoado, agraciado por uma diversidade de seres vivos. Cuidemos uns dos outros, respeitemos as diferenças e exercitemos o amor, a paz, a solidariedade, elementos fundamentais da cultura de paz. O despertar da consciência para essa possibilidade de mudança faz parte desse convite de um minuto pela cultura de paz, um minuto de cultura de paz. Sei que existem muitas contradições, conflitos, crises de todas as ordens sejam elas pessoal, política, econômica, cultural, ética, valores humanos, religiosa, educacional.

Mas quem disse que cultura de paz é ausência de conflito? Quem disse que nas contradições e crises não podemos cultivar a cultura de paz e praticá-la? Quem disse que a cultura de paz só depende dos outros e que eu não sou protagonista nesse processo? Quem disse que eu não tenho nenhuma responsabilidade, compromisso e engajamento nesse ativismo de cultura de paz? Quem disse que eu, você, nós não podemos promover mudanças no cotidiano? Quem disse que o controle social, que os movimentos organizados, que as famílias, os estudantes, a pessoa humana não pode transformar o meio e a realidade particular e geral?

Repensemos nossos valores e crenças. Aprendamos a pensar, a refletir, a duvidar, a investigar e exercitar a metodologia científica em nossas vidas e instituições. Temos a possibilidade de sermos protagonistas e proativos em cultura de paz.

O modelo de cultura de violência e os seus desdobramentos não suportam ver tantas e tantas pessoas reunidas e unidas para um mesmo propósito à cultura de paz, a não violência, o amor incondicional, a solidariedade e a cooperação. Mesmo com as nossas diferenças podemos nos unir e manifestar a cultura de paz. Mesmo que pense e aja diferente de você acredito que a intenção, desejo, propósito da cultura de paz nos une. Quem não quer paz em sua vida, nas suas relações e nos seus relacionamentos?

O pensamento é poder! Acredite que está em nossas mãos a mudança. Acredite, confie e tenha fé que as coisas vão mudar. Sejamos protagonistas da nossa história e façamos tudo que esteja ao nosso alcance para que a paz prevaleça no mundo. Todos nós temos uma inteligência espiritual que independe da religião que você professe ou não professe se manifesta.

A transformação começa no seu interior e isso não é piada. Faça uma experiência e pratique um minuto de cultura de paz e um minuto pela cultura de paz no seu cotidiano e depois me conte se você continuou do mesmo jeito, com os mesmos sentimentos e emoção.


Genivalda Araujo Cravo dos Santos é signatária da URI-GO, doutoranda e mestre em Ciências da Religião pela UCG-GO

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UM MINUTO PELA CULTURA DE PAZ (IV)

19/09/2009

Publicado em Jornal Impresso

A temática, Justiça social, educação e trabalho: inclusão, diversidade e igualdade, é transversal e transdisciplinar a todos os eixos do documento base da Conferência Nacional de Educação que foi refletido na Conferência Intermunicipal em Colinas/TO no dia 11/09/2009. Nesse artigo apresento as contribuições realizadas como debatedora nessa mesa temática.

A reflexão que queremos propor como debate é sobre a aceitação da diferença, do diferente, da diversidade na educação, na sociedade, no cotidiano dos nossos municípios e de outras realidades, sejam elas conhecidas ou desconhecidas.

Nós respeitamos a outra pessoa como ela é ou julgamos as pessoas pela sua aparência, condição social e econômica, orientação sexual, opção religiosa, partidária, idade, étnia-raça, deficiencia? Será que nós já percebemos que há níveis de realidade e níveis de percepções diferentes do nosso? O que estamos fazendo para que a justiça, a inclusão e a cultura de paz estabeleçam-se no nosso trabalho, família, religião, sociedade, economia, política, cultura, meio ambiente? Como poderemos exercitar a atitude transdisciplinar? O que estamos fazendo para contribuir para a mudança da realidade que diagnosticamos em nossas escolas ou instituições de ensino superior?

Essa temática nos convida a refletir a nossa pratica e atitude diante da vida e, também, estimula o movimento da ação, do fazer, do realizar programas, projetos que possibilitem a mudança de realidades que ainda é extremamente discriminatórias ou injustas.

Para mudar precisamos tomar consciência e para tomar consciência precisamos ver e para ver precisamos estar abertos a outras possibilidades. Questionar modelos, projetos e paradigmas prontos e acabados. O ato da dúvida e a abertura do coração possibilitam a criatividade da inclusão, da justiça, da coragem em fazer diferente e ser diferente. Sair da normose, da normalidade que todo mundo faz assim e eu faço igual.

Vamos agora verticalizar essa temática a partir do olhar da escola, das políticas educacionais. Ao longo da história da educação nós conquistamos o direito das pessoas silenciadas terem voz e vez, de serem reconhecidas e valorizadas. Será que já conquistamos esses direitos?

A escola pública traz como um de seus princípios o direito de todos terem acesso a educação. Será que já conquistamos esse direito de fato? Há condições de infra-estrutura nas escolas, no trabalho, na valorização profissional, na formação continuada, no acesso, permanência e conclusão dos estudos? Qual a realidade da educação pública, privada, básica e superior? Nós já conquistamos justiça educacional? A cultura de paz já é uma realidade nas escolas, na educação básica e superior?

A partir de agora vamos refletir sobre a paz pessoal, a paz social e a paz ambiental. Se uma pessoa tem paz consigo mesmo ela não vai ficar com preconceito ou com discriminação seja com quem for. Ao contrario ela estará aberta ao novo, ao diferente, será uma pessoa amorosa, plena e que criativamente buscará agir a fim de mudar a realidade de exclusão ou injustiça.

Quando uma pessoa está em paz ela terá a possibilidade de mediar conflitos, de estabelecer uma comunicação não violenta e exercitar o diálogo com os semelhantes e os diferentes. Sendo assim o olhar dessa pessoa para o meio ambiente não será o do ter e sim o de ser. A percepção será voltada para a vida e para a preservação da dignidade de qualquer ser.

Se nós praticamos a metodologia da cultura de paz nas escolas, na educação básica e na educação superior nós poderemos ter a possibilidade de mudar a realidade do Brasil, dos Estados e dos Municípios. Poderemos implantar a justiça na educação, no trabalho e na sociedade; estabelecer a inclusão e o respeito à diversidade e possibilitar a igualdade de gênero, de étnia-raça, de classe e social, da unidade na diversidade. Logo abaixo destaco um trecho da Declaração sobre uma cultura de paz que nos possibilita continuarmos a rever pensamentos, atitudes, comportamentos e escolhas.

“Uma Cultura de Paz é um conjunto de valores, atitudes, tradições, comportamentos e estilos de vida baseados: a) No respeito à vida, no fim da violência e na promoção e prática da não-violência por meio da educação, do diálogo e da cooperação; b) No pleno respeito aos princípios de soberania, integridade territorial e independência política dos Estados e de não ingerência nos assuntos; c) que são, essencialmente, jurisdição interna dos Estados, em conformidade com a Carta das Nações Unidas e o direito internacional; d) No pleno respeito e na promoção de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais; e) No compromisso com a solução pacífica dos conflitos; Nos esforços para satisfazer as necessidades de desenvolvimento e proteção do meio ambiente para as gerações presentes e futuras; g) No respeito e promoção do direito ao desenvolvimentos; h) No respeito e fomento à igualdade de direitos e oportunidades de mulheres e homens; i) No respeito e fomento ao direito de todas as pessoas à liberdade de expressão, opinião e informação; j) Na adesão aos princípios de liberdade, justiça, democracia, tolerância, solidariedade, cooperação, pluralismo, diversidade cultural, diálogo e entendimento em todos os níveis da sociedade e entre as nações” (Fonte: Weil, Pierre, A arte de viver em paz. 2002, p. 145-146).

Espero que essas reflexões nos possibilitem praticar um minuto pela cultura de paz e um minuto de paz e provoque em cada um de nós a intenção de promovermos a cultura de paz em todas as dimensões e realidades.



Genivalda Araujo Cravo dos Santos é signatária da URI-Goiás; Doutoranda e Mestre em Ciências da Religião pela UCG/GO

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Um minuto pela cultura de paz (VI)

08/10/2009


Estava lendo um comentário on-line, no Diário da Manhã, referente a um primeiro artigo publicado, onde eu buscava sensibilizar e refletir sobre a possibilidade de exercermos um minuto pela cultura de paz e um minuto de paz em todas as dimensões da nossa vida. No comentário escrito, a leitora fazia menção aos índices de violência e como as pessoas que sofrem ou sofreram violência poderiam estar se sentindo diante dessa proposta.

Hoje, pretendo comentar um pouco essa reflexão, pois me veio a inspiração e ao mesmo tempo a possibilidade de relacionar essa temática com as ações afirmativas. De fato só quem passou por algum ato de violência sabe descrever as feridas simbólicas e as feridas físicas que aparecem no corpo, emoção, mente e espírito. Para mim é algo real. Nesse sentido, lembrei-me dos africanos, de diferentes etnias, que foram sequestrados para trabalharem forçados aqui no Brasil. Fico a me perguntar: quais as feridas que ficaram nessas pessoas, nessas ancestralidades e nos descendentes? Como essas pessoas conseguiram sobreviver, até hoje, com tanta violência e ainda permanecerem com o sorriso no rosto, a fé e a esperança no coração? Isso, sem mencionar o genocídio dos povos indígenas, que mesmo assim lutam para manter suas culturas, dignidade, sabedoria, arte e alegria.

A violência praticada contra esses povos pode representar a banalização do mal. Basta ter um pouco de curiosidade e abrir mentes e corações, deixando de lado qualquer forma de preconceitos, que perceberemos que ao longo da história do Brasil os africanos, afrodescendentes, afro-ameríndios e indígenas tiveram que ter uma força de vontade sobre-humana para exercer o direito do perdão, da reconciliação, da solidariedade, da fraternidade, da cultura de paz. Isso, para mim, é exemplo de como praticar um minuto de cultura de paz. Cada minuto pode transformar e transmutar a cultura de violência incrustada de forma consciente e inconsciente em nós.

Palestrando em Itapaci (23/09/2009), a convite da CACUNE, no projeto que estão desenvolvendo no Estado de Goiás sobre ações afirmativas, fui questionada sobre a política de cotas. Algumas pessoas manifestaram a sua opinião e o absurdo que elas consideravam ter cotas para pessoas negras nas universidades. Afirmavam que deveria haver cotas para pobres, pois diziam: “Como os pobres brancos não tem direito a cotas, eles também não vão ter acesso a universidade? O problema é social e não racial.”

Durante as reflexões e o debate, elogiei as perguntas, a coragem das pessoas em se posicionarem contra as cotas, as dúvidas e as defesas de alguns pelo direito das cotas e das ações afirmativas. Aproveitei as perguntas e as provocações para refletir com o público, professores e professoras da rede municipal de Itapaci, sobre a história da vinda dos negros e negras para o Brasil. Contextualizei sobre o primeiro ato político de institucionalização das cotas no Brasil que, diga-se de passagem, não foi para negros e negras, indígenas, deficientes, estudantes da educação básica pública ou mulheres. O primeiro ato do governo brasileiro, na década de 1930, foi para que as empresas estrangeiras contratassem os brasileiros, pois havia uma discriminação por parte dessas empresas em empregar 100% dos afrodescendentes e afro-ameríndios, os brasileiros na sua maioria.

Outro fato marcante na história é que na década de 1940, a Índia foi outro país que implantou as cotas, para minimizar a injustiça social, econômica e política, concedendo o direito às castas discriminadas e menos favorecidas de exercerem o direito político em pé de igualdade com as castas privilegiadas no parlamento.

Já na década de 1960, nos Estados Unidos da América, as ações afirmativas implantadas revolucionaram o modelo político, social, econômico, cultural, educacional e religioso. Mexeram nas estruturas, nas representações e imaginário simbólico daquela nação. Atualmente, nos podemos ver até um presidente e uma primeira-dama negros governando esse país, que é considerado referencia econômica e bélica para o mundo. A presença da população negra é visível e afirmativamente positiva em todos os setores. Claro que lá ainda há manifestações gravíssimas de cultura de violência e nem tudo são flores. Mas, é inegável o avanço nas políticas públicas, nos direitos civis e na visibilidade positiva da população negra.

No Brasil, as ações afirmativas voltadas para negros, negras, afrodescendentes, afro-ameríndios e povos indígenas é uma conquista coletiva das organizações que os representam, da sociedade civil organizada, da mudança e sensibilização de muitos nos seus padrões de pensamentos, de atitudes, comportamentos e simbólicos. Uma ressignificação do imaginário e das representações referentes a esses povos e descendentes. Fora as pressões sociais, econômicas e políticas por parte de outros países, e através das convenções e resoluções internacionais.

Durante a minha fala, nesse debate, teatralizei algumas cenas do cotidiano para que nós pudéssemos refletir sobre o que está por detrás do racismo, da discriminação, do silêncio dos sem direitos humanos, por detrás da cor, daquilo que não é falado e que é só gesticulado, olhado, na intimidade dissimulado e hipocritamente negado, aquilo que não é refletido e não é interpretado criticamente nas suas entrelinhas. O racismo, a xenofobia, a homofobia, o preconceito e a discriminação possuem identidade e nome, atingem sentimentos e emoções, destroem a razão, acumulam e reforçam a cultura de violência.

As ações afirmativas são formas de minimizar um problema histórico através da reescrita, da releitura, do comportamento, das ações, das cotas positivas, da legislação que podem possibilitar o direito da igualdade econômica, social, cultural e política em cursar uma universidade, uma pós-graduação em todas as universidades, desse País e fora do Brasil, em qualquer curso que ele ou ela queiram. A possibilidade de sonhar! Essa é uma forma distributiva de dividir o pão do conhecimento e possibilitar a revolução silenciosa da justiça, da dignidade, da solidariedade, da cultura de paz.



Genivalda Araujo Cravo dos Santos é signatária da URI Goiás, doutoranda e mestre em Ciências da Religião pela PUC Goiás

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9 dezembro 2009
PAZ NO MUNDO ACRÓSTICO Nº 2381 POR SÍLVIA ARAÚJO MOTTA P-PAZ EXIGE, NA VERDADE, A-A MÃO E A CONTRA-MÃO, Z-ZELOSA ACESSIBILIDADE. - N-NO TESOURO DA COMPREENSÃO O-O SILÊNCIO VALE PRATA, OURO, - M-MAS É A PARTIR DE CADA U-UM, QUE A RIQUEZA INTERIOR N…
9 dezembro 2009
POESIA PEDE PAZ NA TERRA ACRÓSTICO Nº 2380 POR SÍLVIA ARAÚJO MOTTA P-POETAS DEL MUNDO O-OSTENTAM NO VERSO, E-ESPERANÇA, ALIANÇA, S-SINAL BEM PROFUNDO... I-IRRADIAM CRENÇA A-AO SONHO DIVERSO. - P-POETAS PEDEM PAZ E-E FORMAM CORRENTE, D-DIGNA, FORTE…
9 dezembro 2009
João Batista Drummond adicionou uma postagem no blog
Perdida não é a bala (que gera um medo profundo), Mas aquele que se cala ante a violência do mundo. OLYMPIO COUTINHO Nós Poetas Del Mundo não nos calaremos. Manifestamos que estamos alertas às questões que degradam o planeta e o próprio homem…
4 dezembro 2009
José Eduardo B. A. de Castro é agora um membro de CAMINHADA MUNDIAL DA PAZ - A SINERGIA DA PAZ
3 dezembro 2009
Milton Aizemberg adicionou uma postagem no blog
PORTAL de LUZ na INTERNET ORAÇÃO e VIGÍLIA 3 ª PROFECIA DE NOSSA SENHORA DE FATIMA (PPS com Som em anexo) 3ProfeciadeFtima.pps _____________MÃE UNIVERSAL Nós Te saudamos ó Mãe Universal Plena é Tua Graça A Unidade está em Ti Sagrada Energia…
2 dezembro 2009
fernanda maria dias é agora um membro de CAMINHADA MUNDIAL DA PAZ - A SINERGIA DA PAZ
29 novembro 2009

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